E o que era suposto ajudar, atacou. O barco que era suposto remar, atracou. E nos? Nos como ficamos? Agarrados à boia. Como se houvesse salvação. Saiam pequenas palavras tal quase como se tivéssemos fé, ou quase como se acreditássemos que algo nos ajudaria, mas onde estávamos nos? A milhas de uma casa, a milhas de uma cidade, éramos um ser naufragado, com uma esperança e uma saudade. Não eram saudades de uma casa… eram saudades de uma mão para agarrar e de uma coberta para deitar. Fragatas, “um dia iremos de fragata”, do que valia a fragata, se não tínhamos tripulação? Do que valia canhões se não tínhamos munição? Do que valia esperança se não tínhamos fé? E do que valia sentir se nos deixaram incapacitados de sentir? “Fragatas, um dia iremos de fragatas”, lembrava-me eu a olhar uma fotografia que já nem cor tinha, “fragatas” disse eu em alto e bom tom numa sala de cadeiras vazias, “fragatas… um dia iríamos de fragatas…”