Então ela o feriu, ele pegou nas malas, arrumou a sua bagagem, na esperança que não se fosse magoar mais, deixou as malas feitas no canto da sala e continuou a tentar, tentou cada dia, cada noite, pensava consigo mesmo mil e uma vezes se realmente ir embora seria a melhor decisão, sem esperança, a cada dia que passava mais ele ficava a olhar para a porta, mais ambicionava se a sua felicidade a final estivesse escondida por uma porta de saída. Um dia ela o mandou embora, não disse “vai embora!”, apenas falou levemente da porta, e ele, sem nem pensar duas vezes e com o coração desesperançado, saiu porta fora, pegou nas suas malas como se tivesse atrasado para apanhar um avião, entregou-lhe um memorial de memorias que já havia preparado, e saiu dizendo adeus sem nem olhar para os quadros do corredor. Naquele momento ela o perdeu, mal saiu porta fora sorriu, viu todos os seus amigos la fora o esperando. Não é por mal, mas ele já estava a tanto tempo a olhar para aquela porta, que a abrir e...