E, no fundo, eu nunca fui perfeito, no meio da perfeição uma imperfeição, e lá estava eu, “nunca lhe ensinei nada”… não sei como dizer leitor, nem, poder-te explicar de alguma maneira, mas ser e pensar-se ser, talvez sejam dois mundos diferentes, que se olham cara a cara, mas que nunca se toquem, com a distância de um dedo a uma distância de uma galáxia… então, "ser e pensar-se ser", é muito pior e distante, do que "ser e tornar-se"…
Talvez eu nunca seja, nunca fosse, mas sou, e tornar-me-ei… um dia aquilo que penso ser… não porque acredito em destino, porque, no fundo, nunca acreditei nisso. Por que irei ganhar uma corrida se nunca me inscrever nela? Não existe destino sem dar o passo, nunca ganharas o mundial se não te esforçares para ele, então, não é uma questão de destino, mas de esforço, e mesmo assim podes nem ganhar, mas podes ter a sorte de o ser. Sorte e azar, “acontece”! Não é destino, mas aconteceu. No fundo, tu fizeste para isso, e se tiveres perdido, talvez se tivesses esforçado mais, pode ser que ganhasses também, então, esforço…
Nunca fui, mas sempre fui aquele que a colocava no lado da passadeira e eu no da estrada. Talvez nunca fui, mas sempre fui aquele que lhe dava o seu casaco mesmo quando ambos sentiam frio. Então, no fundo, esforço, mas acima de tudo, valores e ideais… a diferença entre “ser e tornar-se”, e não, “ser e pensar-se ser”, não penses em ser, torna-te.
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