E então eu caí, a estrada que dizia ser reta, no fundo, não era tão reta assim, e a curva acentuada passou a parecer mais reta que a própria reta. Sabia com certeza o que iria fazer amanhã, até cair e duvidar até da cor do mar.
- AZUL! (eles gritaram)
Mas pensando bem, por que azul e não de outra cor? Não é opaco, mas pelos vistos porque dizem ser tão opaco assim? “Azul”, que resposta tão singular…
Tinha a certeza que amanhã iria cantar, mas no fundo, não cantei. Tinha a certeza que iria sair, já estava tudo combinado, e no dia, não sai. Ter a certeza e de um dia para o outro, não ter certeza de nada, só de “ser”, e no fundo, será que sou? Diziam que amar e ser amado, são coisas totalmente diferentes, mas amor é escolher ou sentir? No fundo escolhes um amor, mas não escolhes uma paixão, então escolheste o caminho mas não o destino. É ter a certeza, e quando abrir os olhos, não ter certeza de nada.
- É uma Rosa cor-de-rosa, por favor. Ela gosta de rosa ou pelo menos gostava de cor-de-rosa…. Será que desta vez ainda gosta de rosas ou será que gostara de tulipas? Um dia disse-me que gostava de rosas, mas um dia a conheci e hoje a desconheço.
Acordei, sem saber onde estava, e do nada o que eu gostava, passei a não gostar, o trabalho que era certo, passei a odiar, então talvez eu cresci ou será que me perdi?
Então, saber e não saber, acordar a saber tudo, e dormir sem saber nada, amanhã sei o que vou fazer e talvez amanhã não o farei, não porque escolhi, mas porque no fundo, não saberei o que fazer. Então, fazer?
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