Somos tudo, mas se pensarmos bem, não somos nada. Talvez, o melhor do nosso trabalho, mas apenas mais um no mundo dos trabalhadores, somos aquele que faz mais coisas, mas que se olharmos para o mundo não fazemos nem 1% das coisas todas que se faz. Somo tudo e nada, tudo e nada unidos por um abraço, somos a melhor Ferrari da nossa cidade, mas só mais uma Ferrari do mundo inteiro. Então é ser louco achar que somos muito ou é sábio dizer que somos pouco? No fundo, não somos nada, mas, se formos tudo continuamos a não ser nada? Engraçado… é contraditório de pensar…
De bilhões, existe 1 melhor do mundo, então achar-me “bom” é contraditório, certo? Posso ser “bom”, mas “bom” não é “o melhor”, mas se apenas somos “bons”, então somos 1 “bom” no meio de muitos “bons”, então, “bom” será muito ou “bom” será nada?
Isto pode ser a minha maior viagem, se olhar em quilómetros, mas pode ser a menor se olhar em esforço, posso ter ido de carro e nesta de avião, foi a “maior”, mas não necessariamente “a melhor”. Sou grande numa cidade pequena e gigante na minha casa, sou pouco comparado a muito e muito comparado a nada. Então no fundo, não sou “bom” nem “o melhor”, sou algo no algo em que tu comparas. Complexo? Talvez, entendível? Acho que sim, e no fundo, talvez seja isso… Num mundo relativo, o que é ser “bom”, e o que é ser “muito”, se no fundo pintamos a azul o “bom” e lá em França pintaram a rosa, então ser “bom” é ser um pedaço de azul em terras onde já foi pintado a rosa?
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