E um dia mandaram-me embora na esperança que eu estivesse lá quando regressassem, saíram sem olhar para trás, deixaram a porta fechada, não trancada, apenas fechada. Como alguém que soubera se guiar em dias de chuva, fui criado com o hábito de trancar as portas mal sentisse elas fechar. Então eu tranquei. Passado uns tempos senti as portas abanar, tentaram as derrubar, batiam e batiam, e nada… Neste momento eles olhavam para algo que haviam mandado embora, na esperança que voltasse num simples estalar de dedos, então estalaram, não uma, não duas, muito mais que três. E continuaram, como se tudo se resolvesse num simples estalar de dedos… olhavam pelo buraco da fechadura para ver tudo o que acontecia, não perdiam uma novidade, mas não faziam parte de nenhuma. A vida é simples caro leitor, se queres, demonstra e não mandes embora. Não é pela pessoa gostar de ti que terá a obrigação de ficar quando decidires ir embora. Nunca feches a porta que tencionas voltar a abrir, talvez tal como eu, essa pessoa pode ter o hábito de as trancar… Caro leitor, cada ação têm a sua consequência, sê ciente do que fazes para no futuro não estares a tentar abrir a porta que fechaste…
Os que mais falam de amor, são os que menos sabem amar… Antigamente olhava para esta frase, sem pensar, rotulava ela como uma mentira redonda, a verdade é que quem sabe, sente, não anda por ai dizer como tens de pintar o quadro, ele apenas pinta, porque o maior pintor, não é aquele que diz para usares amarelo ou cor-de-laranja, é aquele que faz arte com qualquer cor… Pedimos conselhos de dor, a quem nunca se magoou, pedimos conselhos de amor, a talvez quem nunca amou… Duas pessoas debatem sobre amor, duas pessoas loucamente apaixonadas, então o rapaz perdido pede o conselho, “Sabes o que é amor?”, o outro rapaz explica, explica o conceito de paixão a pensar que era amor, agora são 2 loucos apaixonados que pensam que sabem amar… Sempre escrevi sobre amar, desde mais novo até atualidade, cada vez escrevo menos, não porque parei de amar, mas porque me entreti a olhar para a cor do meu jardim… Não é que tenha amado menos, é...
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