Então ela o feriu, ele pegou nas malas, arrumou a sua bagagem, na esperança que não se fosse magoar mais, deixou as malas feitas no canto da sala e continuou a tentar, tentou cada dia, cada noite, pensava consigo mesmo mil e uma vezes se realmente ir embora seria a melhor decisão, sem esperança, a cada dia que passava mais ele ficava a olhar para a porta, mais ambicionava se a sua felicidade a final estivesse escondida por uma porta de saída. Um dia ela o mandou embora, não disse “vai embora!”, apenas falou levemente da porta, e ele, sem nem pensar duas vezes e com o coração desesperançado, saiu porta fora, pegou nas suas malas como se tivesse atrasado para apanhar um avião, entregou-lhe um memorial de memorias que já havia preparado, e saiu dizendo adeus sem nem olhar para os quadros do corredor. Naquele momento ela o perdeu, mal saiu porta fora sorriu, viu todos os seus amigos la fora o esperando. Não é por mal, mas ele já estava a tanto tempo a olhar para aquela porta, que a abrir e sair já não o maior problema da sua vida. Agora ela ainda olha para aquela porta, para aquele rapaz que saiu apressadamente, hoje ele já nem olha para trás, um dia ele foi dela, hoje já não é mais... Talvez ele foi o vilão, saiu rápido demais, mas talvez ficou tempo demais enquanto via o seu mundo destroçar.
Os que mais falam de amor, são os que menos sabem amar… Antigamente olhava para esta frase, sem pensar, rotulava ela como uma mentira redonda, a verdade é que quem sabe, sente, não anda por ai dizer como tens de pintar o quadro, ele apenas pinta, porque o maior pintor, não é aquele que diz para usares amarelo ou cor-de-laranja, é aquele que faz arte com qualquer cor… Pedimos conselhos de dor, a quem nunca se magoou, pedimos conselhos de amor, a talvez quem nunca amou… Duas pessoas debatem sobre amor, duas pessoas loucamente apaixonadas, então o rapaz perdido pede o conselho, “Sabes o que é amor?”, o outro rapaz explica, explica o conceito de paixão a pensar que era amor, agora são 2 loucos apaixonados que pensam que sabem amar… Sempre escrevi sobre amar, desde mais novo até atualidade, cada vez escrevo menos, não porque parei de amar, mas porque me entreti a olhar para a cor do meu jardim… Não é que tenha amado menos, é...
Comentários
Enviar um comentário