Rosas, pobres rosas, vendidas como lindas e perfumadas, um gesto único é dar elas a alguém, porquê tu rosa? Porque foste arrancada para preencher um coração vazio de alguém? Porque necessitam de te matar, para poder alegrar um ser? Rosas, doces rosas, um cheiro encantador, bonitas de se ver, azul, branca ou rosa, mas Oh... doce rosa…
As vezes me magoas, sabes? Os teus bicos me entranham, me magoam, mas mesmo assim, eu te quero. Rosa, estás tão bela hoje! As vezes, para alguns, só serves em ocasiões especiais, para outros, mais regularmente, para alguns, és sinônimo de amor, e sem ti, não existe o amor, exigem “eu quero uma rosa, porque me faz feliz, se eu te disser, então não será por mim, será por ti… mas no fundo, eu quero uma rosa”, então, amargurado, arranco uma rosa e lhe dou, ela sorri, mas no fundo, isso é amor? Amor precisa de rosas? Precisa de presentes ou precisa de tempo? Rosa, não eras tu um sinal de amor? Porque no fundo, não és tão amor assim?
És bela, mas magoas, cheiras bem, mas custa a te arrancar, será que és rosa por dentro ou só o demonstras ser? Tenho orgulho em ti, és um sinal de amor, mas que se pensarmos bem, então não sejas tão “amor” assim. És uma ambição de perfeição, uma luxuria num mundo de imperfeição, és uma rosa como mil e uma outras, mas no fundo, és a rosa que eu escolhi… mesmo não sendo amor, nem tu seres a ideal personificação de amor, no fim da linha, és, e sempre serás um amor, para mim, e talvez para alguns.
Duras pouco, 1 semana talvez, 1 mês com sorte, mas rosa? Alegras o meu coração... sabes… fizeste-lhe sorrir, mas isso, não será um mau sinal? Uma rosa alegra, te deixa feliz e com borboletas na barriga, mas uma rosa deveria ser isso tudo? Talvez seja isto, nunca sobre rosas, mas sempre sobre elas.
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